Enquanto
isso, Ricardo Teixeira afirmou na edição mais recente da revista
"Piauí": "Em 2014, posso fazer a maldade que for. A
maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica.
Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E
sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015.
E, aí, acabou."
O cartola, além de presidente da CBF (entidade privada), é membro
da FIFA (também uma entidade privada), que indica o presidente do COL,
Comitê Organizador Local. Adivinhe quem é o presidente do COL?
Acertou, Ricardo Teixeira... Portanto, é o cartola quem decide o credenciamento
dos jornalistas, o acesso aos estádios, instalações da
Copa 2014, o cronograma das partidas, os horários dos jogos (que podem
ou não coincidir com horários das novelas e telejornais...),
e por aí a fora.
Convencido dos seus super-poderes, Teixeira classificou a imprensa brasileira
como "vagabunda" e disse estar "cagando" para as denúncias.
"Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF?"...
A assessoria da CBF não comentou a matéria da revista, mas reafirmou
todas as declarações de Teixeira.
Já João Havelange, ex-presidente da FIFA (entidade privada)
e ex-sogro de teixeira, disse a mesma revista que aposta em Belo Horizonte
para a abertura da Copa 2014 devido à amizade de Ricardo Teixeira com
o senador Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais e provavel candidato
a presidência da república.